terça-feira, 5 de maio de 2009

Ofício 33 - Requer Cota-de-Xerox

OFÍCIO Nº33/09

São Paulo, 05 de maio de 2009.

À
Ilma
Tesoureira do Centro Acadêmico XI de Agosto,

O Grupo Paradigma requer, como grupo político organizado da Faculdade, a concessão pela Diretoria do C.A. XI de Agosto de Cota de Xérox referente ao mês de Maio de 2009.

A fim de atender ao solicitado pela Diretoria do C.A. XI de Agosto, segundo o informe eletrônico nº20 de 17 de março de 2009, faz responsável pelas cotas destinadas ao Grupo Paradigma, o aluno Luiz Henrique Reggi Pecora, Nº. USP: 6488711.

Atenciosamente,
Luiz Henrique Reggi Pecora
Grupo Paradigma

Ofício 32 - Apresenta Sugestão de Procedimento em relação à Cota-de-Xerox

Ofício Nº 32/09

São Paulo, 05 de maio de 2009.

À
Ilma
Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto,


O Grupo Paradigma, no intuito de aperfeiçoar os serviços prestados pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, de modo que se garanta a responsabilidade financeira da entidade sem maiores empecilhos às atividades dos alunos, vem sugerir que se adote o seguinte procedimento em relação à Cota-de-Xerox:

1. O interessado assina um termo de responsabilidade junto à Tesouraria do Centro Acadêmico XI de Agosto, que por sua vez disponibiliza uma autorização escrita à utilização da Cota-de-Xerox.
2. Comprovada a autorização pelo estabelecimento responsável pelo serviço, este carimba o documento a ser xerocopiado, arquivando uma cópia carimbada anexada à autorização, à quantidade e qualidade das cópias e à identificação do responsável.
3. Ao fim de cada mês, o estabelecimento em questão apresenta as cópias carimbadas e seus anexos à Tesouraria do Centro Acadêmico. Caso se verifique que alguma das cópias não cumpre critérios definidos para a utilização da Cota-de-Xerox – como a divulgação das cópias na Faculdade – o responsável por ela arcará com os custos das cópias.

Requer ainda, levando adiante a idéia de transparência e compromisso financeiro, que a Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto apresente mensalmente uma tabela de prestação de contas da Cota-de-Xerox, a ser fixada no mural do XI, na porta da Diretoria, ou no site do Centro Acadêmico XI de Agosto e divulgada por Informe Eletrônico, contendo como informações: os grupos, com o nome dos respectivos responsáveis, e os alunos requerentes; a quantidade e qualidade das cópias (A4, A3, colorida ou não) das cópias utilizadas; os recursos financeiros destinados a cada grupo (subtotais e totais) e o gasto total do Centro Acadêmico XI com a Cota-de-Xerox no referido mês.

Por último, requer o Grupo Paradigma, que se altere o formato do carimbo utilizado, de modo que menos se interfira no documento do aluno e se evite interpretações equivocadas do instrumento, para um de menor tamanho e com a seguinte redação:

“Cota-de-Xerox
XI de Agosto”

Atenciosamente,

Luiz Henrique Reggi Pecora
Grupo Paradigma

Ofício 31 - Requer divulgação de Prestação de Contas e Documentos do Curso de Idiomas e PFA

Ofício Nº31/09

São Paulo, 05 de maio de 2009.

À
Ilma
Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto,

O Grupo Paradigma vem mais uma vez, ainda no intuito de que a Gestão do Centro Acadêmico XI de agosto cumpra com seu dever de transparência e responsabilidade, requerer:

(i) Que se divulguem as prestações de contas referentes aos meses de agosto/setembro e outubro/novembro de 2008, e de fevereiro/março de 2009;
(ii) Acesso e divulgação dos Contratos do Centro de Idiomas XI de Agosto
(iii) Acesso e divulgação dos documentos e contratos e documentos referentes ao Planejamento Financeiro Anual de 2009.

Reitera-se que a disponibilização imediata de tais informações foi publicamente prometida por membros da Gestão, inclusive pela atual Presidente, em diversas ocasiões.

Atenciosamente,

Luiz Henrique Reggi Pecora
Grupo Paradigma

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Texto - Acesso à Justiça

Acesso à Justiça


Está consagrado lá no inciso XXXV do artigo 5° de nossos exemplares da Constituição Federal: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. A intenção de um dispositivo como esse é claramente a de proporcionar o acesso à Justiça. E isso não é novidade alguma, vez que o papel concedido historicamente ao Judiciário vem sendo o de aplicação contenciosa da lei a casos concretos. Aliás, a tradição lhe confere o mais neutro dos papéis entre os Poderes: o Judiciário não conhece questões políticas nem a discricionariedade que lhes são inerentes[1].

Obviamente, essa situação não tinha como se prolongar no tempo diante de fenômenos como a universalização de direitos às massas, que não demandam mera abstenção, mas sim atuação (expressiva) do Estado. E estes direitos, para serem concretizados, precisam do Judiciário. Só que a mesma tradição que lhe confere neutralidade impede que ele se pronuncie de ofício, mesmo diante das mais pungentes causas: para se pronunciar precisa ser colocado em movimento, e isso também se encontra claramente no artigo 2°, desta vez dos nossos exemplares do Código de Processo Civil. E não é qualquer um que pode colocá-lo para funcionar: precisa-se também de um advogado, segundo o artigo 36 do mesmo Código, que também prevê regime de (generoso) pagamento pelos custos da movimentação do Poder, arcado pelas próprias partes.

Este caráter inerte do Judiciário pode se mostrar problemático. A sua movimentação, além de não ser automática, não é trivial nem barata. Não há como deixar de lado a questão do cálculo custo/benefício antes de se propor uma causa, por mais relevante que seja. Como conceder ao dispositivo constitucional citado eficácia plena? Como dar-lhe aplicabilidade? Tal é a questão do acesso à Justiça.

Algumas soluções vêm sendo propostas, como a instituição de uma Defensoria Pública eficiente. Esta eficiência deve implicar uma estrutura adequada às necessidades da população mas também habilidade técnica na defesa de ações coletivas e direitos humanos, questões postas ao Judiciário e que fogem da tradicional lide instituída entre duas partes determinadas, cuja solução restringir-se-á a elas[2]. Nota-se que o problema não é apenas a quantidade de defensores, mas também o âmbito de questões com que são capazes de lidar: não basta que existam e que lidem com uma ação de despejo, mas que sejam igualmente capazes de lidar, por exemplo, com a reintegração de posse em uma área protegida ambientalmente ocupada por centenas de famílias que simplesmente não têm para onde ir, ou com a defesa dos encarcerados em condições de superlotação.

A questão do defensor (e dos seus custos) não pode ser deixada de lado. O trabalho exercido por assessorias populares, como o empreendido por universitários e advogados militantes, é extremamente relevante. Mas não podemos relegar a questão do acesso à Justiça, cujo tratamento constitucional confere à questão, no mínimo, uma eficácia potencializada (Kazuo Watanabe), à boa vontade de alguns. O Estado não pode se furtar à resolução da questão, fingindo que o problema do acesso à Justiça não existe. A internalização dos valores democráticos levará, diante de condições saudáveis, à ampliação do número de causas, reflexo da identificação do Estado como locus adequado à resolução dos conflitos. Se o uso do Judiciário é entendido axiologicamente como superior à auto-tutela (que, aliás, é crime segundo o artigo 345 do Código Penal), a promoção do acesso a ele não pode ser visto da maneira acidental como vem sendo empreendida.

Aline Vaciski Gallassi, turma 178 diurno
GRUPO PARADIGMA

[1] BARBOSA, Rui, Atos Inconstitucionais, Campinas, Russel, 2003, pp. 110-111
[2] SANTOS, Boaventura de Sousa, Para uma Revolução Democrática da Justiça, São Paulo, Cortez,pp. 47-49.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ofício 30 - Requer equipamentos da Sala dos Estudantes

OFÍCIO Nº30/09


São Paulo, 28 de abril de 2009.

À
Ilma
Tesoureira do Centro Acadêmico XI de Agosto,


O Grupo Paradigma requer, para a realização de seu evento no dia 29 de abril de 29, às 19h, na Sala dos Estudantes, que a Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto permita a utilização de seus microfones, equipamentos de som, projetor e cavalete.


Atenciosamente,

Luiz Henrique Reggi Pecora
Grupo Paradigma

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Cartaz - Evento: Acesso à Justiça

Evento: Acesso à Justiça

Qual o papel do Ministério Público? Do advogado? Do juiz?
Qual a relação entre os movimentos sociais e o acesso à justiça?
O que é assistência jurídica hoje? O que é DPU?
Onde e como buscar justiça fora dos tribunais?





Convidados:
Prof. José Eduardo Faria
Prof. Pierpaolo Cruz Botini
Profa. Ana Elisa Bechara
Defensor Público Chefe da DPU - Dr. Janio Marinho

Dia 29 de abril, quarta-feira
às 19 horas.
Sala dos Estudantes

Não Perca!
GRUPO PARADIGMA

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Texto - Carimbo Cota-de-Xerox: Opressão? Transparência?

Carimbo Cota-de-Xerox: Opressão? Transparência?

A Cota-de-Xerox é uma política de incentivo à publicação de idéias e posicionamento dos alunos do Largo São Francisco, realizada pelo Centro Acadêmico XI de Agosto. Tal política constitui-se na disponibilização mensal de uma quantia de dinheiro para grupos ou alunos, utilizada para a cópia de textos a serem serão divulgados na Faculdade. O funcionamento da Cota-de-Xerox para este ano foi apresentado em Reunião Aberta da Tesouraria do Centro Acadêmico XI de Agosto realizada no dia 17 de março. Na ocasião ficou decidido que grupos organizados e entidades sem repasse terão ao todo R$1000,00 mensais, enquanto alunos independentes RS300,00, de modo que tais valores são repartidos igualmente entre os interessados, e o montante não utilizado acumula para o mês seguinte; os grupos e alunos interessados devem solicitar a Cota-de-Xérox até o quinto dia útil do mês mediante a indicação de um aluno responsável.

No entanto, decidiu internamente a atual Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto, informando aos interessados apenas no momento em que estes buscaram autorização para utilização da Cota-de-Xerox, que todos os documentos impressos por meio do instrumento devem ser carimbados pela Gestão. Tal carimbo consiste na seguinte redação: “ESTA CÓPIA FOI CEDIDA POR COTA DE XÉROX”. A justificativa para tal opção política é a de que o estabelecimento que for fazer as cópias deve conferir quais documentos estão autorizados a utilizarem-se da Cota-de-Xérox, evitando, assim, seu uso para fins particulares do aluno responsável. Visando contribuir da melhor maneira ao Centro Acadêmico levantamos algumas considerações sobre a controversa decisão política pela Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto.

Concluímos que a utilização de tal carimbo pode ser, de fato, benéfica ao Centro Acadêmico. Isto porque se encaixa dentro do nosso compromisso de transparência (divulgando e valorizando o instituto da Cota-de-Xérox) e de responsabilidade financeira (garantindo que o recurso seja utilizado para seu fim, de incentivo à manifestação de alunos na Faculdade, bem como prestando conta dos gastos aos alunos). Contudo, isto não exclui questões problemáticas à forma como esta política está sendo desenvolvida pela atual Diretoria.

Primeiramente, o Grupo Paradigma entende que a maneira que foi tomada e informada a decisão - uma decisão em reunião interna da gestão comunicada aos interessados após divulgação das regras para a utilização da Cota-de-Xérox em Reunião Aberta da Tesouraria – não condiz com a esperada de uma administração comunicativa, responsável e coerente do Centro Acadêmico.

Consideramos, também, problemático o formato do carimbo adotado pela atual Diretoria. Seu tamanho desnecessariamente grande interfere no documento a ser impresso, enquanto a redação – especialmente pela escolha da palavra “cedida” - sugere uma suposta posição de superioridade do Centro Acadêmico XI de Agosto e uma artificial dependência do aluno a ele. Sugerimos, portanto, que seja alterado o formato do carimbo, para um tamanho menor e para a singela redação, que nosso entender supre os objetivos do carimbo: “Cota-de-Xérox – XI de Agosto”. Desse modo, há uma interferência mais discreta no documento do aluno e uma redação que pouco abre a diferentes interpretações.

A questão mais problemática, no entanto, é a que se refere ao procedimento adotado. Este faz com que o interessado dependa de uma diuturna disponibilidade da Tesouraria do Centro Acadêmico – fato que não ocorre -, dificultando a utilização da Cota-de-Xerox. Além disso, abre-se a possibilidade de um controle prévio da Gestão sobre o documento a ser copiado, por mais que não seja este um fim de tal escolha. Assim, visando melhorar o serviço prestado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e minimizar os inconvenientes que podem surgir com tais mudanças, sugere o Grupo Paradigma que passe a se adotar o seguinte procedimento:

Assinado o termo de responsabilidade pelo responsável interessado na Cota-de-Xerox, a Tesouraria disponibiliza a ele uma autorização, que deve ser apresentada ao local responsável por fazer as cópias, quando aquele desejasse fazê-lo. Comprovada a autorização, a empresa carimba o documento, e arquiva uma cópia carimbada anexada à autorização que deverá trazer, à quantidade de cópias e à identificação do responsável. No final de cada mês, tal empresa apresenta tais documentos arquivados à Tesouraria do Centro Acadêmico. Caso se verifique que alguma das cópias não cumpre critérios para utilização da Cota-de-Xerox - como a divulgação das cópias na Faculdade - o responsável por ela arcará com os custos das cópias. Deste modo, a responsabilidade financeira da entidade continua garantida, sem criar maiores empecilhos às atividades dos alunos.
Levando adiante a idéia de transparência e compromisso financeiro, sugerimos também que a Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto apresente mensalmente uma tabela de prestação de contas das Cotas-de-Xérox a ser fixada no mural, porta da Diretoria, ou no site do Centro Acadêmico XI de Agosto e divulgada por Informe Eletrônico, contendo como informações: os grupos, com o nome dos respectivos responsáveis, e alunos requerentes; a quantidade e qualidade (A4, A3, colorida ou não) das cópias utilizadas; os recursos financeiros destinados a cada grupo (subtotais e totais) e o gasto total do Centro Acadêmico com a Cota-de-Xerox no referido mês.
GRUPO PARADIGMA

Cartaz - Carimbo: Opressão? Transparência?

Carimbo: Opressão? Transparência?

Sobre o Carimbo da Cota-de-Xerox, opção da atual Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto como política de Cota-de-Xerox, o Paradigma desenvolveu sua posição oficial:

O consideramos um instrumento que pode ser benéfico ao nosso Centro Acadêmico, como meio de garantir transparência no desenvolvimento de suas atividades e responsabilidade financeira.
No entanto, consideramos problemáticos três pontos da política adotada em relação a tal Carimbo:

· Uma decisão tomada internamente na Diretoria, informada após divulgadas as regras para a retirada da Cota-de-Xerox.
· Procedimento que desestimula o uso da Cota-de-Xerox por sua complexidade e dependência para o seu uso em relação à Diretoria do Centro Acadêmico.
· Formato e redação que sugerem uma suposta posição de superioridade do Centro Acadêmico em relação aos alunos.


Buscando sempre acrescentar, na construção de uma política propositiva, o Grupo Paradigma acredita em uma alternativa que minimizaria tais situações problemáticas, com um novo formato de carimbo e um procedimento diferenciado do atualmente utilizado – proposta essa a ser apresentado à atual Diretoria.
Para conhecer na íntegra a posição do Paradigma, acesse nosso blog.
GRUPO PARADIGMA

domingo, 5 de abril de 2009

Ofício 29 - Requer Cota-de-Xérox

OFÍCIO Nº29/09

São Paulo, 05 de abril de 2009.

À
Ilma
Tesoureira do Centro Acadêmico XI de Agosto,


O Grupo Paradigma requer, como grupo político organizado da Faculdade, a concessão pela Diretoria do C.A. XI de Agosto de Cota de Xérox referente ao mês de Abril de 2009.

A fim de atender ao solicitado pela Diretoria do C.A. XI de Agosto, segundo o informe eletrônico nº20 de 17 de março de 2009, faz responsável pelas cotas destinadas ao Grupo Paradigma, o aluno Luiz Henrique Reggi Pecora, Nº. USP: 6488711.

Atenciosamente,

Luiz Henrique Reggi Pecora
Grupo Paradigma

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Cartilha: Conhecendo o XI


Conhecendo o XI

Introdução

O objetivo dessa cartilha é apresentar alguns dados sobre uma entidade central na vida franciscana: o Centro Acadêmico XI de Agosto. Nós, do Grupo Paradigma, produzimos esse material com o intuito de proporcionar um contato maior com essa entidade que politicamente nos representa.

Valorizamos a política acadêmica, não pelo que ela é, mas pelo que acreditamos que ela possa ser. Dessa maneira, somos um grupo de oposição não só à atual gestão do C.A. XI de Agosto, mas a todo o modo de se fazer política em nossa Faculdade. Nesse ambiente estagnado e à espera de mudanças, nada melhor do que colaborar com a politização de debates. E a boa politização - aquela que expande os horizontes e não os estreita - começa com algo muito importante: informação.
Essa informação está dividida em quatro capítulos - facetas da entidade igualmente importantes para o entendimento de seu todo: eventos, política, jurídica e financeira.

No primeiro deles abordamos alguns aspectos que nosso C.A. XI de Agosto felizmente nos proporciona. Comentários sobre as festas, as principais semanas em que o Centro Acadêmico traz convidados e ainda algumas palavras sobre congressos ilustram o que o aguarda nesse ano vindouro.

No segundo, tem-se um estudo das recentes jornadas políticas da faculdade. Relembrando um pouco de nossa história. Tratamos brevemente dos atuais problemas e das características que devem ser desenvolvidas para solucioná-los, sem ficar acomodado nas glórias do passado.

No terceiro, que apresenta um recorte jurídico da entidade, tratamos da relação entre o Centro Acadêmico e seus associados. Esclarecemos quais são os direitos dos alunos (pois todos esses matriculados na graduação de nossa Faculdade são automaticamente seus associados) e os deveres dos Diretores da Entidade, a fim de facilitar a efetivação dos primeiros e o cumprimento dos segundos. São observadas também, as relações jurídicas do C. A. XI de Agosto com outras entidades estudantis de nossa Faculdade.

No último capítulo, são abordadas as principais receitas e despesas da Entidade. Ainda, expomos o recém-criado Fundo do XI e os seus principais desafios financeiros do C.A. XI de Agosto. Abordamos, por fim, o Programa de Participação do Aluno, a ser executado a partir desse ano como resultado da Assembléia Geral ocorrida no ano passado.

Encerramos essa introdução com um convite: participe da política acadêmica. Sem dúvida será uma grande adição para o seu desenvolvimento profissional e, principalmente, pessoal.

Capítulo 1

Se você está empolgado por estar na melhor Faculdade de Direito, espere para conhecer o calendário social que vai movimentar sua vida nos próximos cinco anos.
Confira os principais eventos realizados pelo Centro Acadêmico XI de Agosto. Nesses a presença é obrigatória!

- Bloco do XI: costuma ser menor, porém não menos animado, que as demais festas porque os veteranos ainda não retornaram às Arcadas e na avalanche de informações da matrícula são poucos os calouros que se lembram dessa data. Com participação da BAISF e alguns confetes faz-se uma volta no quarteirão da Faculdade sambando mesmo nas ladeiras.

- FICA: a primeira cervejada do ano ocorre logo no início das aulas aqui mesmo, na porta de nossa Faculdade, no Largo São Francisco. É nela que os calouros sentem pela primeira vez o clima das festas da Faculdade e nos contagiam ano a ano com a sua tradicional empolgação. É também uma ótima oportunidade para integração entre calouros e veteranos.

- Acalourados: ocorre geralmente entre o final de março e começo de abril, organizada em parceria com a Atlética XI de Agosto. É a primeira grande festa, fora do Largo, com OPEN BAR diferenciado e freqüentadas por franciscanos e alunos de outras Faculdades. Destaque para as várias atrações que chegam a incluir bandas ao vivo.

- Cervejada Pré Jogos: Organizada pela Atlética XI de Agosto é um divertido esquenta para os tradicionais Jogos Jurídicos Estaduais, com direito a mais uma participação especial da BAISF.

- FEMA: caro calouro, se você tem um talento musical que ficou reprimido na época do colégio ou cursinho, se você toca alguma coisa ou finge que canta ou só quer tirar onda mesmo reúna sua banda, parceiros, dupla ou faça um violão e voz e participe do Festival de Música das Arcadas! O FEMA é realizado no final do primeiro semestre (primeira fase), retomando no segundo semestre (segunda fase), sempre com as fases classificatória em shows no Porão. A grande final ocorre em casas de show próprias, com clima de grande festa! Mas é bom ensaiar: o júri é composto por músicos profissionais!

- Cervejada do XI: acabadas as férias, temos festa no Largo em comemoração à implantação dos cursos jurídicos do Brasil e aniversário da nossa querida Faculdade. Ocorre na sexta-feira da Semana do XI de Agosto. Costuma ser a melhor cervejada do ano.

- Baile do XI: pomposo Baile de gala celebrado em grandes casas de São Paulo, com bebidas e pratos sofisticados, decoração especial e quase sempre com bandas ao vivo de variados estilos. Também é neste evento que é entregue o Prêmio XI de Agosto, em homenagem a quem se destacou na comunidade franciscana. O Baile ocorre no final de agosto, em continuação às comemorações do aniversário da nossa Faculdade, mas também atrai muita gente de fora, pela sua magnitude.

- Grito do Peru: Preparação no Largo na antevéspera da maior festa do ano, a famosa PERUADA! Prepare-se para ter suas aulas interrompidas por uma banda tocando marchinhas de carnaval acompanhadas do nosso querido “Vitão” (figura ilustre da nossa Faculdade – “Ei ei ei, o Vitão é nosso rei!”) segurando um peru vivo (“glu glu glu, assim faz o peru!”), iniciando um dia de muita animação na Faculdade (sempre bom lembrar que tem cerveja de graça dentro da Faculdade). À noite acontece também a Cervejada do Grito. E não se esqueça da Vigília do Peru, na véspera da Peruada, importante tradição. Trata-se da única noite do ano em que você vai poder dormir nas Arcadas sob a luz do luar!
“Vai vai vai começar a brincadeira
Tem cerveja de graça a tarde inteira
Vem soltar a lascívia acumulada
Vai vai vai começar a peruada”.

- Peruada: É PERUADA, OBA! Na terceira sexta-feira de outubro acontece o evento que, sem dúvida, é o mais aguardado por toda a comunidade acadêmica, franciscana ou não. Tradicional festa que começou como forma de manifestações políticas e hoje atrai milhares de pessoas pelas ruas do Centro da cidade com a presença de ilustres convidados tais como Falcão, Supla, Sérgio Malandro, MC Serginho, Lacraia, entre outros. A animação começa de manhã em uma animada concentração, depois vem o percurso pelo Centro com presença de trio elétrico e parada para ato político com leitura de manifesto em frente à Câmara dos Vereadores. Termina no fim da noite novamente na concentração. É obrigatório o uso de fantasias, que quase sempre contém cunho político-social-jocoso-sexual, em respeito às origens dessa grande festa.

Mas como nem só de festa se faz uma Faculdade vejamos agora os eventos que todos os anos são organizados e abordam temas políticos e jurídicos ou inflam o orgulho franciscano com homenagens ao Largo. Se você gosta de um bom debate e de personalidades brilhantes e ilustres não perca a oportunidade de comparecer.

- SEREC: Semana de recepção aos calouros. É uma ótima oportunidade para você se familiarizar com as Arcadas, entre uma avalanche de informações e outra você acaba conhecendo calouros e veteranos.

- Calourada do XI: logo após a SEREC continuam os eventos que procuram integrar no ambiente franciscano, claro que nessa época a maioria dos calouros tem medo de deixar de ver aulas para assistir debates, mas há sempre os próximos anos.

- Semana do XI: Diversos eventos espalhados na semana do dia XI de agosto que traz convidados com um ótimo currículo para debates que interessem o aluno da Faculdade (ou nem tanto) e pode ter certeza que sempre será o aniversário comemorativo de alguma coisa que mudou o rumo do país, Enquanto isso, vários franciscanos estarão ausentes por conta do Pindura, que ocorre ao longo dessa semana, e muitas vezes prende os franciscanos um tempinho a mais na delegacia.

- Congressos: Os principais organizadores de congressos são o C.A. XI de Agosto e o Departamento Jurídico. O enfoque costuma ser jurídico e os convidados configuram entre os melhores especialistas na área escolhida.

Capítulo 2

O Centro Acadêmico XI de Agosto é conhecido por suas incontáveis participações em campanhas e eventos que foram relevantes tanto para o movimento estudantil quanto para a política e sociedade brasileira. Contudo, mais do que listar todos os grandiosos feitos do nosso Centro Acadêmico, devemos nos dedicar a compreender a história e dinâmica interna desta entidade para que possamos utilizar da melhor forma possível os instrumentos oferecidos para a transformação da sociedade que nos cerca.

Em sua história recente, observamos que o XI de Agosto passa ao longo da década de 80 por diversos problemas financeiros, enfrentando a falência de seus recursos assim como o desmembramento da organização política clássica que reinava na Faculdade, como a atividade dos partidos acadêmicos. Mesmo seu novo Estatuto não pôde impedir uma proliferação de chapas meramente montadas para a disputa do C.A. XI de Agosto sem que houvesse consolidação de sua ideologia ou forma de política. Com votações inexpressivas encontramos um XI de Agosto que vivia numa lógica distante e pouco interessante aos alunos, o que resultou numa gestão eleita em 1989 com apenas 220 votos (atualmente os partidos precisam obter mais de 600 votos para chegar ao XI de Agosto).

Na década de 90, um novo papel de Centro Acadêmico se coloca com a descoberta das verbas da extinta FEPASA - o fôlego financeiro faz a entidade ousar uma nova realidade de atividade política. Retorna ao cenário da Faculdade os partidos acadêmicos e, assim, um Centro Acadêmico disputado politicamente, cujas gestões ampliam o papel institucional da entidade. A força política retorna às gestões, novos projetos sociais e políticos são iniciados e serviços e atividades destinadas a comunidades carentes passam a ser desenvolvidos.

Cria-se o FEMA e o Prêmio XI de Agosto, eventos importantes que incentivam as atividades culturais desenvolvidas pelos franciscanos, contribuindo para a maior integração entre os alunos. A Cota de Xérox oferecida aos partidos acadêmicos e estudantes é outra importante conquista do período, permitindo o melhor desenvolvimento de debates entre os diferentes partidos e ampliando a comunicação com a Faculdade por meio de impressões custeadas pela verba do XI, garantindo mais vivacidade à vida política das Arcadas, ampliada pelas críticas e reflexões propostas pelo Ombudsman, ocupante de cargo eletivo. Neste mesmo período o XI de Agosto passa a subsidiar refeições aos seus associados no porão da Faculdade, o que servirá de base para a posterior criação do Bandejão em nossa Unidade por meio de acordo firmado com o COSEAS, além do início das aulas no Cursinho do XI, serviço oferecido pelo Centro Acadêmico à comunidade carente a fim de facilitar o ingresso na Universidade.

Neste momento, um Centro Acadêmico dotado de gigantesca estrutura passa a vigorar. As gestões precisam se profissionalizar e crescer, exigindo muitas pessoas para a execução de um programa eleito. É nesta oportunidade que o XI de Agosto, com seus diversos tentáculos, inicia o modelo de gestão “representativa” que recebia o que ficou conhecido como “cheque em branco”, quando o partido eleito, escorado em sua proposta ideológica, utiliza o XI de Agosto para amplificar seus objetivos de grupo, acabando por desconsiderar a comunidade franciscana.

Esse modelo perdurará até o início da década. Ainda em 1999 um primeiro golpe é deferido no modelo da representação: em Assembléia Geral do C.A. XI de Agosto, aprova-se o Orçamento Participativo, garantindo maior importância aos alunos na discussão e utilização das verbas do Centro Acadêmico. Outro golpe decisivo nesse modelo é o aumento dos gastos ante um encolhimento profundo das receitas da entidade. As festas passam a consumir as suas verbas reduzidas após o advento da Lei Cidade Limpa, que impediu a exploração econômica dos outdoors existentes no Campo do XI.

Assim, um novo modelo de gestão torna-se imperativo: é o início da busca pela participação no XI de Agosto. Diversos são os programas partidários que professam a aproximação como forma de estreitar as relações entre XI de Agosto e franciscanos, reduzindo o gasto da entidade. Assiste-se à proliferação de reuniões abertas, tentativas de construções coletivas de posicionamento e a criação de mecanismos capazes de aproximar o cotidiano da gestão ao do associado. Novos patrocínios são buscados e as festas acadêmicas perdem o seu ar de simplicidade para ganhar o da profissionalização em busca de um lucro que sustente a entidade. É a época da salinha de portas abertas, onde qualquer aluno pode “chegar e tocar o seu projeto”. Os grupos políticos passam a procurar lastro na Faculdade para as suas decisões políticas.
Para aproximar mais o XI dos seus associados novos desafios se colocam. A renovada saúde financeira da entidade dá oportunidade para que novos projetos e modelos de gestões se iniciem. Nós do Grupo Paradigma acreditamos que não se pode considerar uma forma de gestão sem participação. Este modelo, contudo, deve ir além da porta da salinha aberta, respeitando as regras dispostas no Estatuto da Entidade e realizando discussões políticas qualificadas, principalmente sobre medidas que comprometam o XI de Agosto e seus alunos. Trata-se de trazer o aluno para perto das decisões, mas evitando um clientelismo que favoreça apenas aos aliados tão presentes na má política, assim como um modelo de marketing populista que propagandeia muito mais do que realiza. Além de um próximo passo rumo à participação, acreditamos que o XI de Agosto precisa de um novo propósito que, além de promover meios efetivos de aproximá-lo dos associados sendo capaz de inseri-los nos principais debates realizados pela sociedade brasileira e pelos movimentos estudantis. Essa inserção deve se dar por meio de uma atuação propositiva, impedindo que os debates, opiniões e anseios dos alunos da São Francisco fiquem restritos às pedras de nossas Arcadas.


Capítulo 3

Para compreender o funcionamento do nosso Centro Acadêmico é essencial conhecer as normas de Direito que o regem e entender seu relacionamento jurídico com os alunos, outras entidades e os responsáveis por sua gestão.

O Centro Acadêmico XI de Agosto é uma associação de direito privado, entidade representativa de todos os alunos de nossa Faculdade. Seu patrimônio vem de doações de antigos alunos, além de outros bens que adquiriu durante sua história.

Alguns dos bens mais importantes são: os conjuntos onde fica sediado o Departamento Jurídico do Centro Acadêmico XI de Agosto; o Campo do XI e a Casa dos Estudantes.

Considerando o fato de que todos os alunos matriculados na Faculdade são associados ao XI de Agosto e a grande relevância do uso do seu patrimônio, as decisões mais importantes sobre como administrar e utilizá-los são feitas por meio de Assembléia Geral, em que cada associado tem direito a apresentar suas propostas, manifestar-se sobre as posições colocadas e a votar.

Assim por determinação da Assembléia Geral da entidade, foram criados dois departamentos do Centro Acadêmico: Departamento Jurídico do C.A, XI de Agosto (DJ) e A Casa do Estudante. Ao mesmo tempo em que são parte do Centro Acadêmico, são entidades geridas por diretorias administrativamente independentes, possuindo, inclusive, Regimentos Internos próprios.

A Associação Atlética Acadêmica (AAA XI de Agosto), o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU), a Academia de Letraz (AL), a SanFran Jr., o Núcleo de Estudos Internacionais (NEI) e o Grupo de Teatro são instituições ligadas ao C.A., mas que não compõem a sua estrutura diretamente.
Todas as entidades mencionadas acima recebem mensalmente um repasse ou alguma ajuda do Centro Acadêmico em função de determinações de uma Assembléia Geral do Centro Acadêmico realizada no dia 4 de setembro de 2008.

Expondo os direitos dos alunos, os deveres e responsabilidades de cada membro da gestão que compõe a Diretoria:

Direitos dos Alunos:
Participar das eleições da entidade, seja votando ou concorrendo.
Participar das reuniões e eventos promovidos pelo Centro Acadêmico.
Solicitar e utilizar o patrimônio da entidade, mediante prévia autorização da Diretoria, em toda ação que contemple os fins sociais da entidade.
Ter acesso aos livros contábeis e documentos da entidade.

Deveres dos Diretores:
Respeitar o estatuto e as decisões da Assembléia Geral da entidade.
Zelar pelo patrimônio moral e material da entidade.
Cumprir a carta-programa proposta em época de eleição.
Gerir e administrar a entidade, respeitando a autonomia dos Departamentos.
Convocar Assembléia Geral e outras reuniões de sua competência.

Em que pese o fato da Diretoria do Centro Acadêmico ser um órgão Colegiado, os diretores possuem funções específicas:

Presidente: Representar a entidade, pública e juridicamente.
Diretores Gerais: Substituir o presidente em caso de necessidade e auxiliar no desenvolvimento das atividades da Diretoria.
Tesoureiros: Apresentar balancete bimestral da entidade, disponibilizando-os para consulta dos alunos; manter a contabilidade da entidade em dia; movimentar as contas bancárias e controlar os gastos da entidade.
Secretário Geral: Elaborar as atas das reuniões do C.A. e secretariá-las.
Secretário de Organização: Disponibilizar cópia do estatuto para os novos associados, organizar de forma geral o arquivo e documentos da entidade.


Capítulo 4

Aspectos financeiros e administrativos do XI

Para o XI de Agosto realizar seus projetos sociais, culturais e políticos é necessária uma estrutura administrativa que reúna os recursos necessários. Infelizmente, o cuidado que os administradores desta entidade lhe dispensam nem sempre é o mais adequado, e a transparência nos gastos muitas vezes fica em segundo plano.

O Centro Acadêmico obtinha seus recursos principalmente do aluguel do espaço do Campo do XI para uma lanchonete, outdoors e uma antena de celular, bem como dos expurgos inflacionários da extinta FEPASA. Contudo, nos últimos anos estas duas últimas deixaram de existir, vendo-se entidade em uma situação financeira precária. O recebimento de valores correspondentes às correções monetárias no reajuste realizado pelos planos econômicos do final dos anos 80 e início dos 90 das antigas ações da FEPASA de propriedade da entidade permitiu que se pudesse vislumbrar outros céus. O XI de Agosto obtém recursos também por meio de festas, congressos, cursos e patrocinadores em seus eventos.

As despesas de nosso Centro Acadêmico concentram-se, em suma, em torno da realização de festas e eventos, repasses para as demais entidades, cota de xérox para os alunos e manutenção de sua infra-estrutura (pagamento de salário, encargos, funcionários, materiais e manutenção de sua sede social, o Porão).

Por deliberação da Assembléia Geral realizada no dia 4 de setembro de 2008, criou-se o Fundo do XI (FIXI) para acolher o montante de mais de 5 milhões de reais das correções monetárias das ações da FEPASA. Trata-se de um Fundo de Investimento regulado pela Instrução CVM nº 409 e seu regulamento pode ser encontrado no site da CVM (www.cvm.gov.br). A intenção na criação do Fundo era assegurar a maior perpetuidade possível a esse montante, viabilizando seu aproveitamento pelo Centro Acadêmico e demais entidades a longo prazo e pouco suscetível às oscilações do mercado financeiro.

Programa de Participação do Aluno

O PPA, proposto pelo Grupo Paradigma e aprovado na referida Assembléia Geral, abrange o Orçamento Participativo (OP), que já existia, mas sem regulamentação clara quanto ao seu funcionamento, e o Fundo de Iniciativas Acadêmicas (FIA). O OP permite aos alunos deliberar sobre a destinação de parte do valor do Programa a partir de votação amplamente divulgada, sendo que a execução do projeto aprovado deve se realizar no mandato corrente da Diretoria do XI. O FIA, por sua vez, permite aos alunos obter financiamento para seus projetos individuais ou de grupo, mediante o recolhimento da assinatura de 5% dos associados do Centro Acadêmico. Cada projeto não pode demandar mais de 20% do montante total disponibilizado para o FIA. A reunião dos valores designados ao PPA deve ser distribuída entre o OP e o FIA, não podendo ficar um deles com menos de 30% do todo destinado ao programa.

Aspectos tributários

O fato de ser uma Associação Civil sem fins lucrativos, dedicada também a finalidades sociais, embora isente o Centro Acadêmico XI de Agosto do pagamento de diversos tributos, não exclui sua responsabilidade pelas obrigações tributárias acessórias. Estas se referem, por exemplo, à prestação de contas conforme as normas brasileiras de contabilidade (NBC), à escrituração de livros contábeis como Diário, Razão, e ao levantamento de Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado de Exercício. O descumprimento de algumas destas formalidades já levaram o Centro Acadêmico a sofrer conseqüências graves que se estendem até hoje. É o caso de nossa milionária dívida de IPTU com a Prefeitura de São Paulo, em razão de omissão de pedido de reconhecimento de imunidade do imposto há mais de dez anos, referente ao "Campo do XI".

Além disso, o XI de Agosto também é responsável pelo recolhimento na fonte de diversos tributos relativamente a pagamentos feitos a terceiros. É o caso do IR-Fonte descontado de seus funcionários e da contribuição ao INSS, recolhida sobre o salário-contribuição. O mesmo também se faz necessário no caso de contratação de serviços terceirizados, sendo necessário o recolhimento na fonte de parte do IR e, muitas vezes, da própria contribuição ao INSS, incidentes sobre o pagamento realizado pelo CA XI de Agosto. Também esta obrigação tributária já foi fonte de penalidade sofrida pelo nosso Centro Acadêmico, que atualmente deve quantia bastante representativa ao INSS, em virtude de ausência de recolhimento e repasse de contribuições de terceiros que deveriam ser retidas na própria fonte.

A regularização destas pendências tributárias é algo que acreditamos deve ser buscado por todas as Diretorias comprometidas com a história da Entidade.

GRUPO PARADIGMA

segunda-feira, 30 de março de 2009

Cartaz - Debates com o Paradigma

Debates com o Paradigma
O Grupo Paradigma promoverá, a partir do dia 1° de Abril, debates sobre temas correntes nos principais meios de comunicação. Nossa intenção é propiciar a discussão entre os alunos num ambiente informal e aberto à toda a diversidade que abriga estas Arcadas. Tais encontros ocorrerão no Pátio.

Baseado em reportagem de domingo, 15/03/09, do jornal Estado, nosso primeiro encontro ocorrerá nesta quarta-feira, dia 1º de Abril, às 19h no Pátio, tendo como tema:

Aborto
O dilema e o conflito.


Contamos com a sua presença.
GRUPO PARADIGMA

 

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