quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Ofício 39 - Requer Prestação de Contas de Outubro e Novembro
Ofício 38 - Requer Contas e Contratos da Reforma do Porão
Ofício 37 - Requer Extratos das movimentações no PPA e Contratos do Centro de Idiomas
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Cartaz - Orçamento Participativo: Quem Participou?
OP - Proposta de modelo de Regimento Anual
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Texto - Senado e o Unicameralismo
As discussões políticas raramente colocam em relevo o fato de que a Democracia, antes de ser um sistema político, é um valor, ou seja, um conceito constitutivamente aberto mas que pode ser apurado mediante sua prática. O valor democrático consiste na valorização do dissenso, ou seja, na assunção prévia da multiplicidade de pontos de vista acerca de um determinado objeto. Enquanto a democracia para os antigos consistia numa forma de governo, em que se valorizava a intervenção popular no preenchimento dos cargos públicos, a democracia para os modernos consiste na valorização do dissenso na tomada das decisões coletivamente vinculantes[1]. Todavia, a intervenção de toda a população na tomada de tais decisões mostra-se, se não impraticável, ao menos indesejável. Um dos graves inconvenientes da "democracia total" é a desvalorização do conteúdo do ato político a que inevitavelmente tal grau de participação popular poderia trazer (N. BOBBIO). A técnica encontrada pelas modernas democracias para possibilitar o efetivo exercício de atividade política pela população sem a inviabilidade numérica de um sistema de sufrágio universal nem a desconsideração material do ato de participação política foram os Parlamentos. Nestes espaços, indivíduos especialmente eleitos (investidos nos cargos mediante um mandato de direito público partidário) representam politicamente seus eleitores. A periodicidade das eleições compele os eleitos a agirem, em alguns aspectos de sua atividade, de acordo com as aspirações de seus eleitores[2]. Nossa Constituição, imbuída do ideário democrático (art.1°, caput), prevê a existência de uma Casa parlamentar destinada especificamente á representação da população: a Câmara dos Deputados (art. 45). Todavia, pela opção política irreversível pela forma federal de Estado que | também fez (art. 60, §4°, I), o Constituinte originário previu uma segunda Casa representativa: o Senado Federal, cuja função é a de representação dos Estados e do Distrito Federal que compõem a Federação (artigo 46). Não são de hoje críticas até mesmo à conveniência de um Parlamento. Há que defenda a chamada democracia direta, em preferência à representativa; há quem defenda o fim do Legislativo, constatando as benesses do exercício da função normativa pelo Executivo. E há quem defenda a existência de apenas uma Casa parlamentar, representando unicamente a população, não os Estados-Membros[3]. Estas discussões têm em comum o fato de reconhecerem a peculiaridade da atividade legislativa. Esta peculiaridade é tamanha a ponto de a teoria da separação de Poderes (funções estatais) ter conferido a função a diferentes órgãos estatais, ponto que parece ser desconsiderado por muitos. Outro ponto preguiçosamente deixado de lado é a valorização da própria atividade legislativa: muito mais fácil que fortalecer a lei em toda a sociedade é eliminar os órgãos por ela formalmente responsáveis. Todavia, democracia continua sendo a admissão prévia de discussão de todos os possíveis pontos de vista, razão pela qual deve-se discutir o papel do Parlamento, seja ele uno ou cindido, e mesmo a conveniência de sua existência. Mas não se deve deixar de lado o fato de que a construção dos Parlamentos representa uma conquista histórica que não pode ser deixada de lado unicamente pelas inconveniências mostradas pela casuística brasileira. Deve-se trazer à discussão, também, o fato de que o Senado é instituição inerente ao Federalismo que, como já apontado, é opção política irreversível do Constituinte originário. Discussão densa e difícil, mas com resultados certamente mais frutíferos do que a indolência liricamente retratada por Mário de Andrade em seu "Macunaíma". Aline Vaciski Gallassi - Turma 178, área II |
Quinta-feira, 17 de setembro, às 10h, no Pátio
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Cartaz: Evento "O Fim do Senado?"

- Prof. Dalmo de Abreu Dallari - Prof. Emérito e ex-Diretor da Faculdade de Direito;
- Plínio de Arruda Sampaio - Deputado Constituinte, diretor do jornal Correio da Cidadania e membro do PSOL-SP;
- Prof. Pedro Neiva - Cientista Político (UnB, IUPERJ, Cebrap e Universidade do Texas).
GRUPO PARADIGMA
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Ofício 36 - Requer Cota-de-Xerox
Cartaz - Caixa-Preta do XI

O discurso da aproximação com o aluno é comum na atual diretoria do XI. A existência de questões não debatidas, no entanto, demonstram certa incoerência entre discurto e prática política.
- Curso de Idiomas do XI - desde o ano passado, o Grupo Paradigma cobra transparência na gestão do curso, exigindo publicidade dos contratos firmados com os professores e com as cooperativas que os reúne. Afirma o XI que os docentes não são contratados sobre o regime da CLT, escolha que pode trazer consequências nada lucrativas ao Centro Acadêmico.
- Contas da Peruada 2008 - as contas da Peruada do ano passado, organizada pelo mesmo grupo que hoje ocupa a salinha, não foram ainda publicadas. Mesmo após inúmeras cobranças e reiteradas promessas de diligência, nenhum documento havia sido publicado até a redação deste cartaz.
- Reforma do Porão - além da decisão de reformar e a escolha de como ficaria o Porão ter sido tomada no "gabinete", aguardamos uma prestação de contas sobre a reforma. O ritmo intenso das obras durante as férias levou os predeiros a trabalhar durante longas horas, inclusive durante a noite, como se observou, o que gera adicionais. Quanto foi o gasto? Como foram contratadas estas obras? Houve alguma doação ou empréstimo do XI?
Esperamos, pois, que a Diretoria do XI possa corresponder minimamente a seu discurso de reponsabilidade e transparência no conduzir de suas atividades.
GRUPO PARADIGMA
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Cartaz - Mudanças na São Francisco
É evidente o quanto nossa Faculdade está mudando fisicamente. Muitas reformas vem ocorrendo e ainda há muitas outras para ocorrer. Para a realização das mesmas, verbas provenientes de particulares foram arrecadadas e rapidamente se reverteram em obras.
Na última quinta-feira, 27 de agosto, discutiu-se no Pátio, em Reunião Aberta convocada pela diretoria do XI, a questão dos investimentos privados na universidade pública
, com a presença de alunos independentes e representantes dos partidos acadêmicos e da representação discente. De modo geral, o entendimento de que tais investimentos podem ser aceitos, quando se revertem em benefícios para a universidade, predominou, feita por todos a ressalva com relação a qual será a contrapartida para o investidor particular. A preocupação que norteou a reunião recaiu, especificamente, sobre o que a Faculdade de Direito irá garantir para aqueles que nela aplicaram relevante montante para a reforma de sala de aula, banheiros, bibliotecas e construção de um auditório, além de demais obras em projeto, ainda no papel.
Ao fim da reunião, a diretoria do XI se comprometeu em redigir ofício a ser discutido esta semana, que se inicia em 31 de agosto, em nova Reunião Aberta, solicitando à diretoria da faculdade esclarecimentos sobre os termos relativos às reformas e cópias dos contratos celebrados com os investidores, para que essas informações sejam levadas aos franciscanos.
A posição do Grupo Paradigma, que ao longo do ano vem cobrando transparência na gestão do XI, é a de que se questione os termos em que foram celebrados tais investimentos na Faculdade de Direito. Mudanças tão drásticas em nossa casa não podem passar despercebidas aos nossos olhos e o encantamento com as melhorias não pode silenciar a organização estudantil. O ofício à Diretoria da Faculdade deve ser apresentado o quanto antes e novas reuniões, com melhor divulgação que a anterior, devem ser realizadas para discussão deste tema e mobilização dos franciscanos em defesa de sua velha academia.
GRUPO PARADIGMA



