sábado, 8 de agosto de 2009
Ofício 35 - Requer Cota-de-Xerox
terça-feira, 30 de junho de 2009
Diário da Greve na Cidade Universitária - Terça-Feira, 30 de junho
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Diário da Greve na Cidade Universitária - Quinta-Feira, 25 de junho
Quinta-feira, 25 de junho de 2009
Evento: Flash Mob
> O tempo chuvoso e o clima frio influenciou na movimentação anti grevista na Cidade Universítária, por volta das 12h30 começou a organização do evento, que se dispersou por volta das 13h, impossibilitando, infelizmente, nossa presença.
> Havia alguns poucos cartazes de "volta bandeijão", "fora circular" e "Fora Brandão". Os manifestantes se dirigiram ao IPT ("praça do cavalo"), contrariando o que seria comum, para evitar confrontos com grevistas.
> Diretores de algumas Unidades enviaram comunicados aos seus alunos incentivando a NÃO participação no evento devido aos recentes conflitos com relatos de violência no Campus. Segue o comunicado enviado aos alunos do Instituto de Relações Internacionais;
"Caros alunos e alunas:
Desde de maio, quando a Reitoria foi invadida por grevistas, a violência instalou-se em nossa universidade. Na semana passada, estudantes foram agredidos por estudantes, algo incompatível com os valores universitários. Nesta semana, tudo parece indicar que a violência arrefeceu. É importante que assim continue e que possamos terminar o semestre letivo em paz.Por esta razão, tomo a liberdade de recomendar aos estudantes do IRI que se abstenham de participar de manifestações públicas no campus -- contrárias ou favoráveis à greve-- de forma a evitar novos confrontos que nos envergonham e mancham a imagem pública da USP.Conto com a colaboração de todos e agradeço por antecipação os esforços de cada um para evitar que a violência prevaleça sobre o discussão serena, racional e respeitosa das divergências de opinião.
Cordialmente,
Maria Hermínia Tavares de Almeida"
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Dossiê UNIVESP
Tendo em vista este cenário, a Secretaria de Ensino Superior estadual concebeu o Programa de Expansão de Vagas no Ensino Superior, batizado de UNIVESP, ou Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Trata-se de um “consórcio acadêmico-tecnológico” que tem como objetivo articular as já instituídas bases das estaduais paulistas com os novos meios de informação e comunicação, utilizando-se de mídias como a televisão e a internet para tentar expandir o ensino superior e promover a formação dos professores sem diploma. A iniciativa pauta-se no sucesso das universidades virtuais européias e norte-americanas, como a Open University, a Universidade de Phoenix e a de Hagen, na Alemanha. Busca, também, consonância com o Plano Nacional de Educação, instituído pela Lei federal nº 10.172, de 2001, e reiterado defensor da importância do ensino à distância diante da realidade brasileira. Estabelece o plano que “É preciso ampliar o conceito de educação a distância para poder incorporar todas as possibilidades que as tecnologias de comunicação possam propiciar a todos os níveis e modalidades de educação”, que “A televisão, o vídeo, o rádio e o computador constituem importantes instrumentos pedagógicos auxiliares” e, finalmente, que “os programas educativos podem desempenhar um papel inestimável no desenvolvimento cultural da população em geral”.
O Programa prevê a criação, em conjunto com a Fundação Padre Anchieta, da UNIVESP TV, canal aberto 24 horas que, nos moldes da TV Escola, alcançará tanto os alunos como aqueles que não estiverem formalmente matriculados na instituição. Serão utilizados os chamados "ambientes virtuais de aprendizagem", que tentam emular o espaço pedagógico da sala de aula e são um meio para a disponibilização de materiais educacionais. Haverá também fóruns virtuais, chats entre os alunos, aulas práticas realizadas em pólos ou unidades móveis e teleconferências com os docentes, totalizando uma carga horária que será idêntica à do curso presencial. As avaliações e as aulas de laboratório serão presenciais, sendo realizadas em pólos de apoio instalados nas universidades estaduais participantes, onde ocorrerá também parte do acompanhamento de estudos dos discentes. Ressalta-se que não haverá diferença entre o diploma de um curso presencial e o de um a distância.
A implementação ocorrerá em três diferentes módulos, tendo o primeiro como foco a formação de professores já em exercício nas redes pública e privada de São Paulo. Nele somente serão oferecidos os cursos de Licenciatura em Pedagogia e de Licenciatura em Ciências. O segundo módulo amplia tal oferta, abrangendo Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Portuguesa, enquanto que o terceiro criará cursos de capacitação, extensão e especialização para os docentes que já possuírem um diploma de ensino superior. O governo pretende expandir a UNIVESP para o sistema de gestão de ensino, oferecendo, futuramente, cursos de mestrado e doutorado.
A UNIVESP tem sido alvo de fortes críticas por parte, principalmente, dos alunos e dos professores vinculados às universidades que prestarão a base institucional ao Programa. Defendem aqueles que os cursos à distância serão deficientes, trarão uma queda na qualidade de ensino superior por elas oferecido e privarão os alunos matriculados do convívio e da experiência que apenas um curso presencial é capaz de trazer. Os docentes possuem preocupações similares, exigindo “discussão ampla e democrática” a respeito dos seguintes pontos:
1) A indistinção entre ensino à distância e mera utilização de técnicas de informação e comunicação nas atividades didáticas;
Em nota oficial, a ADUSP – Associação dos Docentes da USP – expressou preocupação em relação a uma possível sobrecarga dos professores vinculados à UNIVESP, já que esta não prevê, inicialmente, novas contratações, e “opera com a idéia de ociosidade na jornada de trabalho docente” (ADUSP, 2008). A ADUNESP vai mais longe, ao criticar o Ante-Projeto de criação da Universidade Virtual por não tornar explícito o argumento “do ‘custo-benefício’ ou, dito de outra forma, do barateamento dos custos” relativos à formação de seus alunos, que, de acordo com a Associação, permeia todo o texto.
www.adunesp.org.br/colegiados/ 2008/Univesp.pdf ("A proposta da UNIVESP: Uma leitura Crítica") - ADUNESP - Associação dos Docentes da UNESP
http://www.unesp/. br/int_noticia_ 2imgs.php? artigo=2837 (matéria no Portal Unesp)
http://www.ensinosu/ perior.sp. gov.br/portal. php/univesp (Texto oficial da Secretaria de Ensino Superior de SP)
http://www.ensinosu/ perior.sp. gov.br/sis/ lenoticia. php?id=571 "UNIVESP: modelo amplia o acesso ao Ensino Superior" (texto de Fernanda Galgaro, da Folha de São Paulo, publicado em 03/10/2008) "
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Diário da Greve - Quinta-feira, 18 de junho
> Pela manhã, confirmou-se o boato da noite anterior de que se fecharia a Faculdade de Direito, feito sem qualquer aviso a não ser uma carta não assinada fixada em sua porta, com a justificativa de proteção do patrimônio público. Alunos, professores e demais pessoas, que chegavam para a realização de provas ou outras atividades, se concentraram no Largo São Francisco, em sua maioria indignados com tal medida. Ao passar do tempo, foi-se dispersando a concentração, sobrando poucos alunos e funcionários. A Diretoria do Centro Acadêmico não se mostrou presente em nenhum momento ao longo do dia a não ser por um aviso tardio em Informe Eletrônico, com a exceção de eventualmente circular pelo Largo sem se manifestar publicamente.
> Antes do ínicio da passeata passamos no Largo, havia poucos alunos presentes e duas viaturas com 2 policiais militares em cada estacionados nas proximidades. Por volta das 12h15min o número de policiais aumentou para 15 ou 20 reunidos e que passaram a discutir a logística de ação.
> 18h30 Finalizados os discursos, alguns ônibus com a identificação 'sintusp' levaram os manifestantes para a cidade universitária. Alguns manifestantes colocaram fogo num cavalete, atitude que dificultou o fluxo do trânsito (o fogo estava próximo aos carros e o movimento de carros era intenso no Largo São Francisco, dado o horário). Alguns homens da Força Tática surgiram, afastando o fogo e liberando a passagem dos carros, resultando em alguma tensão entre os presentes, porém, sem que houvessem maiores consequências. Houve uma discussão entre os manifestantes, resultado da reprovação de alguns à continudade do tipo de atitude que aquele pequeno grupo vinha tomando.
> Além da citada acima, não foi observado nenhuma conduta desrespeitosa por parte dos manifestantes ou da polícia militar.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Diário da Greve na Cidade Universitária - Quarta-Feira, 17 de junho
Edifícios Visitados: Reitoria, História, Geografia, Sociais, Letras, ECA
Observações:
> Os eventos agendados para a quarta foram realizados no DCE ocupado, com o nome de Quarta Crusp, arte e cultura contra a repressão, a partir das 19h00 com a realização de uma oficina de percussão seguida por exibição de imagens da repressão policial na USP. Esses eventos foram seguidos de uma festa que contou com apresentação de dupla musical, funk da ECA e discotecage.
> Não foram avistados nenhum policial militar ou viatura, no entanto, um carro do exército passou pelo Campus.
> Soube-se de rumores de que o Comando de greve estudantial estaria dissolvido por não terem realizado a reunião que estava marcada para ontem nem remarcar para data próxima.
> Houve relatos de provocações por parte dos estudantes previamente ao confroto ocorrido na terça-feira, dia 9 de junho e de que, nesta data, existiria uma suposta ordem de prisão ao Brandão que foi apenas detido na ocasião.
> Não foi realizada nenhuma Assembléia Geral no período em que em que estivemos presentes.
> Pudemos perceber que não há preparação una para a passeata que deverá seguir do MASP ao Largo São Francisco na quinta-feira, dia 18 de junho.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Diário da Greve na Cidade Universitária - Terça-Feira, 16 de junho
Horário de chegada: 17:00
Edifícios Visitados: Reitoria, História, Geografia, Sociais, Letras, ECA
Observações:
> Pela manhã, às 10h, Marilena Chauí e Antonio Cândido deram aula no prédio da História e Geografia, em repúdio à presença da Polícia Militar, em apoio à Greve, defendendo a necessidade de discussões profunda dos temas que a envolvem e de fazer-se divulgar os motivos das reivindicações. O evento contou com presença significativa de alunos.
> Pelas 19h30 ocorreria evento na Geografia organizado pela ADUSP, sob o tema "Os 75 anos da USP e o que queremos para os próximos 25". Por falta de tempo, não pudemos comparecer.
> Não foram avistados nenhum policial militar ou viatura.
> O Ato que sairia da Cidade Universitária e caminharia ao MASP não ocorreu.
> Soube-se antes de nossa chegada que foram realizadas manifestações em frente à Reitoria. No momento em que estávamos presentes, já não havia mobilização alguma. Folhetos de sindicatos, organizações estudantis, e entidades ligadas a partidos políticos estavam espalhados no chão com mensagens de protesto à Reitora Suely Vilela e à PM, de apoio à greve, de apoio à mobilização revolucionária de esquerda.
> Houve relatos de que na quarta-feira, 17 de junho, os grevistas (estudantes e funcionários) teriam entrado no Bandejão da Química, único que permanece aberto devido a terceirização de seus serviços, e impediram o acesso ao restaurante. Os funcionários terceirizados teriam se retirado e a comida teria sido servida aos participantes do protesto até que a empresa responsável fechasse o bandejão. Não se soube de qualquer outro dano, fora o desperdício de parte das refeições.
> Durante o tempo em que estivemos presente, a mobilização estava relativamente inexpressiva. Reuniões e eventos relacionados à Greve foram realizados em algumas unidades. Grande quantidade de cartazes e textos da ADUSP, SINTUSP, e estudantes, com mensagens pró-greve, anti-reitora, defentendo diretas para reitor e contra a PM.
A argumentação continava a mesma, não se apresentando qualquer evolução na discussão.
> ECA: Assembleia
Foi informado que professores de todas as unidades, com exceção da ECA, FFLCH e Educação assinaram uma mensagem de apoio à Reitora.
Um professor e antigo aluno da ECA discursou o crescimento da campanha contra a Reitora Suely Vilela. Teorizando que a organização do Poder no Brasil continua ditatorial mesmo após a democratização, defendeu que a "repressão" na Universidade faz parte da "campanha presidencial" do Governador Serra. Relatou sua experiência no movimento estudantil enquanto estudante (1973 a 1978). Acredita que há uma manutenção da direita no Poder, inclusive na USP, e que após golpes políticos estão hoje "saindo do armário". Neste momento, passa a discutir a política dos últimos reitores, opinando que a Suely Vilela não sabe se expressar e é fraca como representante da direita, e ressalta a existência de pessoas por trás dela muito mais hábeis, citando nominalmente João Grandino Rodas. Aqui, o critica e o responsabiliza pelos acontecimentos "repressivos" que vêm acontecendo na USP (relembrando o episódio de 2007, da Tropa de Choque na Faculdade de Direito do Largo São Francisco), defendendo a importância de participar da manifestação quinta-feira, que sairá do MASP e caminhará ao Largo São Francisco. Num discurso ideológico agressivo, exalta que as últimas medidas contra a Greve é um sinal de que a direita está se sentindo acuada, que toda a questão tem dimensão do Estado de São Paulo, e que os momentos difíceis exigem perseverança
Cartaz - Repúdio à Política do Vazio
A nota aborda o conflito numa forma em que, à primeira vista, propõe-se condenar a ação policial no campus – chamando-a de “desproporcional” bem como “subvertido para o uso de práticas autoritárias” - e acaba em uma crítica superficial, abusando de lugares comuns e de um discurso politicamente correto dos mais pasteurizados possíveis, muito próprio do vácuo que rege o conteúdo político do Movimento Resgate Arcadas.
Mesmo tentando repudiar a polícia, chama os manifestantes de “imprudentes”, tecendo comentários sobre a necessidade de “renovação do movimento estudantil” e “racionalização de suas demandas”. Ainda, fala do uso de “caminhos legais para a retirada da polícia”, em um uso ingênuo do que seria uma atuação político-jurídica, o uso do conhecimento jurídico para agir politicamente, linha de atuação sempre defendida pelo Grupo Paradigma e sempre olhada com desprezo por aqueles que agora parecem querer utilizá-la.
Tal nota é um completo desacerto. E por várias razões. É uma manifestação unilateral da diretoria do Centro Acadêmico. Não houve construção alguma com os alunos, e não só sobre a presença da PM no Campus – já presente há dias no local –, mas sobre toda a greve dos funcionários ou mesmo demandas estudantis, após a seqüência de erros que foi a última Assembléia Geral do Centro Acadêmico em 14 e 15 de maio de 2009. Toda a movimentação no Campus foi completamente ignorada pela Gestão, que falhou ao deixar de informar aos seus associados o que lá se passava.
Pior, ao sair de seu absoluto e conveniente silêncio, o fez sem consultar a qualquer aluno. Para um partido político como o Resgate, que diz defender a “representatividade” por meio da “máxima participação” com urnas no Pátio, tal ação (reiterada diga-se por sinal) demonstra séria incoerência política. Ou talvez apenas coerência com seu principal objetivo: nunca desagradar e não possuir qualquer responsabilidade política sobre as posições que assume enquanto grupo Gestor do C.A. XI de Agosto. A nota então, que “fala muito e diz pouco”, cumpre o seu papel. Professa um posicionamento tão vazio quanto quem diz se posicionar.
Por fim, o Grupo Paradigma se propõe a mais. Ao invés da mera critica a um movimento estudantil que precisa ser renovado, vamos participar de suas atividades. Se for para usar do direito, vamos fazê-lo de maneira concreta, analisando efetivamente as condições e suas possibilidades, não por meio de simples alusões aos mecanismos do Estado de Direito. Afinal, essa idéia nunca deixou de pautar a atuação política do Grupo Paradigma.
Dessa maneira, não só estaremos lá, como também nos comprometemos a informar aos alunos das movimentações ocorridas na Cidade Universitária, por meio de nosso blog. Vamos também explorar e discutir assuntos pertinentes à situação, tanto em seus espectros jurídicos quanto políticos.
Fica o compromisso.
Confira – “Diário da Cidade Universitária”!
Saiba o que ocorre e as nossas idéias
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Diário da Greve na Cidade Universitária - Segunda-Feira, 15 de junho
Realização de evento na quinta-feira que sairá do MASP e irá até a SANFRAN, sem especificação de horário.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Cartaz - Orçamento Participativo (OP)
O Orçamento Participativo é importante instrumento democrático cuja execução anual na Faculdade é obrigatória e de responsabilidade do Centro Acadêmico XI de Agosto. A parte em que é exposto no PPA, programa aprovado em Assembléia Geral de 04 de setembro de 2008, consta com a seguinte redação:
“DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO (OP)
Art. 22 As gestões do Centro Acadêmico XI de Agosto devem realizar, anualmente, o Orçamento Participativo.
Parágrafo Único. A realização do OP deverá ser regulada por Regimento Anual, redigido em
Reunião Aberta do Centro Acadêmico XI de Agosto, previamente convocadas para esse fim pela sua Diretoria, na qual todos os associados terão direito a voz e voto.
Art. 23 A Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto deverá lançar Edital de Convocação e
realizar o pleito de votação¹ dos projetos para o Orçamento Participativo no primeiro semestre
letivo, de modo que a execução dos mesmos seja realizada até o final de seu mandato².
§ 1º O Edital de Convocação deverá ser publicado até a 1ª quinzena de abril.
§ 2º A gestão, cujos projetos aprovados no OP não puderem ser executados até o final de seu
mandato, deverá esclarecer o motivo da não conclusão destes projetos e consignar a quantia
necessária à sua execução à próxima Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto.
Art. 24 A Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto deverá realizar a eleição do OP em dois
períodos, diurno e noturno, com ampla divulgação prévia, sob pena de anulação do pleito.
Art. 25 Deverá a Diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto ao longo do processo de execução do OP informar por boletins mensais o andamento dos projetos e os gastos realizados.
Parágrafo Único. É responsável pela realização dessa comunicação o Secretário³ do Centro
Acadêmico XI de Agosto, previamente informado no Edital de Convocação.”
Em 28 de maio de 2009 foi realizada Reunião Aberta, a fim de que se elaborasse o Regimento Anual previsto no projeto. A discussão girou basicamente em dois pontos: a implantação de um sistema de votação em cotas fechadas de faixas de valores, de modo que necessariamente todas as faixas de valores propostas (R$ 500; 1000 e 2000, ou, se alcançada a maioria simples de votos, apenas a faixa de R$ 5000) tenham seus projetos escritos beneficiados (assim, dois projetos de R$ 500 e 1000, um de R$ 2000, ou apenas o de R$ 5000); e a existência de prévias no processo de votação, limitando a quantidade de prévias do escrutínio final para garantir certa igualdade de condições aos projetos inscritos nessas faixas de valores (seis projetos de R$ 500 e 1000, três projetos de R$ 2000 ou 5000).
Acreditamos que a obrigatoriedade de se escolher um número pré-determinado de projetos de cada faixa, fato proporcionado pelo o sistema de votação em cotas fechadas proposto pela atual Gestão do C.A. XI de Agosto, limita a liberdade de escolha de cada aluno no momento de votar em seus projetos favoritos, por impossibilitar, eventualmente, que vote em projetos que prefira ver executados de apenas uma faixa e assim não permitindo que os melhores projetos, no entender de todos, seja aprovado - alternativa esta existente num sistema em que se permite a disputa entre projetos de faixas distintas, no qual serão executados os projetos mais votados diante do montante de recursos disponíveis. O sistema proposto de cotas fechadas leva à execução de projetos que podem não ser tão interessantes aos alunos, mas por estarem em uma faixa de valores mais privilegiada (por exemplo, com apenas um projeto) serão obrigatoriamente realizados - já que ao menos um projeto de cada faixa será vencedor - além de criar a necessidade de que concorram ao menos um projeto em cada faixa de valor para a sua perfeita execução. Quanto às prévias, a nosso ver estas apenas tornam todo o andamento do OP mais demorado e cansativo sem que se garanta a pretendida condição de igualdade de concorrência dos projetos, que consideramos desnecessária, já que entendemos saudável a disputa entre todos os projetos, pois o sistema de cotas fechadas já garante que haja projetos aprovados em cada faixa de valores.
Embora tenhamos ao fim da Reunião Aberta acordado com alguns pontos discutidos - como a inexistência de prévias no processo de votação e a continuidade do sistema de cotas fechadas - esclarecemos que acreditamos em outro caminho, mais vantajoso para o espírito que o OP propõe de ampliar a participação dos alunos nas decisões de como deve ser aplicado o orçamento do C.A. XI de Agosto.
¹ - Tal votação já está comprometida, visto que estamos no fim do primeiro semestre e nem o Regimento Anual foi elaborado.
² - O atraso na publicação do Edital e do Regimento Interno comprometem, por sua vez, toda a execução do OP, restringindo o tempo para que os alunos se informem do OP e elaborem seus projetos, estes sejam defendidos, e a Gestão os execute até o final do seu mandato.
³ - Importante destacar essa responsabilidade institucional de comunicação com Faculdade que detém o Secretário, e lembrar que, independentemente da participação dos alunos interessados na condução dos projetos aprovados, às Gestões do Centro Acadêmico recaem a responsabilidade de toda a execução do OP.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Cartaz - Assembleia Geral e a Desconstrução
· Convocação da Assembleia feita às pressas, no dia anterior à sua realização. A justificativa da necessidade de um posicionamento imediato - sendo que as questões sobre uma possível mobilização dos estudantes já vinham de tempos anteriores - só aumenta a gravidade da postura despolitizadora da Diretoria do XI, que não buscou e não tem buscado a construção de uma opinião com os alunos que passe pelo esclarecimento das pautas estudantis, optando exclusivamente pelo conflito com o Diretório Central dos Estudantes (DCE).
· Objetivos da AGE não definidos na Convocação da Assembleia, informando esta apenas que trataria da participação do XI de Agosto no Comitê de Mobilização da Greve, sem as explicações necessárias, tampouco delimitação dos temas a se deliberar. Sem pauta alguma, não se teve a devida informação sobre quais pontos seriam abordados durante a Assembleia, impossibilitando a preparação dos alunos, e ocasionando uma condução que, sem foco, recaiu sobre aspectos procedimentais de tal modo que os presentes apenas deliberaram sobre as propostas apresentadas sem qualquer oportunidade de debater o assunto.
· Parcialidade da mesa, que, em uma Assembleia pautada pela divergência entre o posicionamento da Diretoria do C.A. XI de Agosto e o do Diretório Central dos Estudantes, tendo a Diretoria do XI optado pelo ataque direto ao DCE e pelo cerceamento do espaço aos seus representantes.
Diante de tais circunstâncias, por si só alarmantes, criou-se um espaço onde reinou o debate sem sentido, destrutivo, fomentado por questões pessoais e picuinhas partidárias. Espaço onde não se pôde discutir os questionamentos centrais que caberiam à Assembleia, dominando uma disputa de discursos vazios, estimulada pela postura autoritária da mesa.
Posturas como estas, recorrentes na política estudantil, não permitem a construção de uma ação política séria e comprometida. Sem espaço para um debate de idéias, despolitiza-se e perde como um todo o Movimento Estudantil.
Por fim, o Grupo Paradigma esclarece que, diante das condições colocadas pela Diretoria do C.A. XI de Agosto – com uma convocação apressada, não permitindo o conhecimento da pauta a ser debatida e, consequentemente, a nossa preparação para o debate - somada à sujeição acrítica e politiqueira de determinados grupos políticos presentes nessa, optou por não levar à Assembléia proposições apressadas e inconseqüentes. O Paradigma reiterou a sua opção de não atuar nas Assembléias do C.A. XI de Agosto em bloco para impor derrotas a este ou aquele grupo político, pois entende que comportamentos como esse apenas afastam os estudantes de qualquer participação política. Deste modo, acreditamos que é papel dos grupos políticos e dos representantes dos estudantes, tais como C.A. XI de Agosto e DCE, exercer um papel de fomento e mediação das discussões, para que se possa construir uma atuação política estudantil forte, coesa e responsável. Infelizmente não foi isso que assistimos nesta última Assembléia ocorrida em nossa Faculdade.