terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ofício 36 - Requer Cota-de-Xerox

OFÍCIO Nº36/09

São Paulo, 08 de setembro de 2009.
À
Ilma
Tesoureira do Centro Acadêmico XI de Agosto,

    O Grupo Paradigma requer, como grupo político organizado da Faculdade, a concessão pela Diretoria do C.A. XI de Agosto de Cota de Xérox referente ao mês de Setembro de 2009.
   
    A fim de atender ao solicitado pela Diretoria do C.A. XI de Agosto, segundo o informe eletrônico nº20 de 17 de março de 2009, faz responsável pelas cotas destinadas ao Grupo Paradigma, o aluno Luiz Henrique Reggi Pecora, Nº. USP: 6488711.

Atenciosamente,


Luiz Henrique Reggi Pecora
Grupo Paradigma

Cartaz - Caixa-Preta do XI

A Caixa-Preta do XI

O discurso da aproximação com o aluno é comum na atual diretoria do XI. A existência de questões não debatidas, no entanto, demonstram certa incoerência entre discurto e prática política.

  • Curso de Idiomas do XI - desde o ano passado, o Grupo Paradigma cobra transparência na gestão do curso, exigindo publicidade dos contratos firmados com os professores e com as cooperativas que os reúne. Afirma o XI que os docentes não são contratados sobre o regime da CLT, escolha que pode trazer consequências nada lucrativas ao Centro Acadêmico.
  • Contas da Peruada 2008 - as contas da Peruada do ano passado, organizada pelo mesmo grupo que hoje ocupa a salinha, não foram ainda publicadas. Mesmo após inúmeras cobranças e reiteradas promessas de diligência, nenhum documento havia sido publicado até a redação deste cartaz.
  • Reforma do Porão - além da decisão de reformar e a escolha de como ficaria o Porão ter sido tomada no "gabinete", aguardamos uma prestação de contas sobre a reforma. O ritmo intenso das obras durante as férias levou os predeiros a trabalhar durante longas horas, inclusive durante a noite, como se observou, o que gera adicionais. Quanto foi o gasto? Como foram contratadas estas obras? Houve alguma doação ou empréstimo do XI?

Esperamos, pois, que a Diretoria do XI possa corresponder minimamente a seu discurso de reponsabilidade e transparência no conduzir de suas atividades.

GRUPO PARADIGMA


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cartaz - Mudanças na São Francisco

Mudanças na São Francisco


É evidente o quanto nossa Faculdade está mudando fisicamente. Muitas reformas vem ocorrendo e ainda há muitas outras para ocorrer. Para a realização das mesmas, verbas provenientes de particulares foram arrecadadas e rapidamente se reverteram em obras.

Na última quinta-feira, 27 de agosto, discutiu-se no Pátio, em Reunião Aberta convocada pela diretoria do XI, a questão dos investimentos privados na universidade pública, com a presença de alunos independentes e representantes dos partidos acadêmicos e da representação discente. De modo geral, o entendimento de que tais investimentos podem ser aceitos, quando se revertem em benefícios para a universidade, predominou, feita por todos a ressalva com relação a qual será a contrapartida para o investidor particular. A preocupação que norteou a reunião recaiu, especificamente, sobre o que a Faculdade de Direito irá garantir para aqueles que nela aplicaram relevante montante para a reforma de sala de aula, banheiros, bibliotecas e construção de um auditório, além de demais obras em projeto, ainda no papel.

Ao fim da reunião, a diretoria do XI se comprometeu em redigir ofício a ser discutido esta semana, que se inicia em 31 de agosto, em nova Reunião Aberta, solicitando à diretoria da faculdade esclarecimentos sobre os termos relativos às reformas e cópias dos contratos celebrados com os investidores, para que essas informações sejam levadas aos franciscanos.

A posição do Grupo Paradigma, que ao longo do ano vem cobrando transparência na gestão do XI, é a de que se questione os termos em que foram celebrados tais investimentos na Faculdade de Direito. Mudanças tão drásticas em nossa casa não podem passar despercebidas aos nossos olhos e o encantamento com as melhorias não pode silenciar a organização estudantil. O ofício à Diretoria da Faculdade deve ser apresentado o quanto antes e novas reuniões, com melhor divulgação que a anterior, devem ser realizadas para discussão deste tema e mobilização dos franciscanos em defesa de sua velha academia.





GRUPO PARADIGMA

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

"Azul" Boletim Informativo- Edição 1ª 08/2009

Edição 1ª - 08/2009 Ano - 1

AZUL
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Olá, Franciscano! Esta é a primeira edição do Boletim Informativo do Grupo Paradigma: o AZUL. Visando aprimorar nossa comunicação com os alunos da Faculdade, apresentaremos brevemente algumas de nossas opiniões e atividades.
Em cada edição publicaremos, nesta primeira página, um texto de temática que considerarmos merecer uma maior atenção e destaque. No verso, focaremos em elencar atividades nossas, sempre explicitando as nossas motivações políticas, objetivos e também um breve relato, bem como apresentar um sucinto acompanhamento das atividades que desenvolve nosso Centro Acadêmico, firmando nosso compromisso de oposição.
Nesta primeira edição, exploraremos as atividades desenvolvidas no primeiro semestre deste ano. Para saber na íntegra das atividades que desenvolve o Grupo Paradigma, acompanhe nosso blog (ogrupoparagima.blogspot.com).
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Greve e o Movimento Estudantil sem Consequência

Quando se pensa em Movimento Estudantil, estamos todos acostumados a algumas noções cristalizadas como sua influente atuação na política nacional, seu papel transformador em nossa sociedade, ou seu importante papel de criador e divulgador de ideais. Certamente, o Movimento Estudantil atual de nossa Universidade deveria honrar este perfil. Mas o faz? Não é exatamente o que se tem mostrado ultimamente, especialmente se tomarmos a recente Greve como exemplo: mais o reconheceríamos pela fraca e desorganizada mobilização, pela pouca clareza e consistência das reivindicações, pela mera reprodução de ideologias e atuações anacrônicas.

De início, viu-se uma Greve declarada de surpresa, seguindo o vácuo da greve dos funcionários, de cuja pauta pouquíssimos eram cientes. Pífia foi a adesão à mobilização - à época as reivindicações estudantis se limitavam a uma negação inexplicada da UNIVESP, e uma maciça parte dos alunos defendeu ser essencial mais informações e discussões antes de qualquer reivindicação – até o conflito entre PM e estudantes no Campus, que fez que boa parte dos estudantes, indignados, passassem a apoiar a Greve. E assim, no desenrolar de uma mobilização de início vazia, foi-se somando algumas “lutas”: “Fora PM no Campus”, “Fora Suely Vilela”, “Diretas para Reitor”. Ainda assim, esteve claro que uma significativa maioria dos estudantes da USP não apóia estas pautas integralmente (fato que, inclusive, foi indicado por pesquisa virtual de iniciativa de um aluno da USP).

Sem diretriz alguma, a mobilização resultou em nada: enquanto alguns grupos optavam pela postura violenta e sem sentido, enquanto outros curtiam a farra das manifestações, enquanto saudosistas realizavam sonhos incoerentes com a atualidade, aqueles que buscam (e certamente não são poucos) um movimento estudantil sério, qualificado, inovador e verdadeiramente transformador, desestimulavam-se.

E nosso tão aclamado Centro Acadêmico, o grande vanguardista das lutas políticas de nosso país, onde esteve neste episódio? Pouco sua atual Diretoria se dedicou a informar a Faculdade do que ocorria, estimular a construção de opiniões e posicionamentos, e politizar o Largo e nossa Universidade, optando pela apatia. Na ocasião do fechamento, sem qualquer aviso, de nossa Faculdade, adotou uma postura inerte, sem qualquer posicionamento ou manifestação (com exceção de um tardio aviso – talvez mais focado no consequente cancelamento da Festa no Porão para aquele dia programada – e um raso esclarecimento ainda mais tardio, ambos feitos exclusivamente por meio eletrônico), mais uma vez preferindo se distanciar. Assim afastado dos alunos e do cotidiano franciscano, nosso Centro Acadêmico se tornou incapaz de se pronunciar no movimento estudantil atual.

Qual o papel que cabe ao Movimento Estudantil no Brasil dos dias de hoje? Qual campo de atuação melhor propaga e estimula as idéias que em nossa Universidade nasce? Se se imagina que o Movimento Estudantil pode ser transformador e influente, hoje o vemos enfraquecido e em descrédito. Se se acredita na política acadêmica como um palco de importantes lutas, torna-se imprescindível um novo olhar sobre si e uma postura diferenciada diante de sua atuação. Um olhar propositivo, e ao mesmo tempo pragmático e realista. Uma postura que seja firme, ousada, mas que não esqueça de ser também coerente, responsável e madura. Acreditamos que as próximas ações do Movimento Estudantil não devem deixar de considerar a superação do desafio de se repensar.
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Ofícios

Ao longo do primeiro semestre de 2009, o Grupo Paradigma entregou dez Ofícios à Diretoria do C.A. XI de Agosto, todos publicados em nosso blog, requerendo informações e realizando uma comunicação institucional com a Entidade. Dificilmente, entretanto, obteve-se suficiente resposta.

Destacamos entre os Ofícios por nós entregues o de 05 de maio, que requer publicação das Prestações de Contas atrasadas da Diretoria do C.A. no ano de 2008 e início de 2009 (meses agosto/setembro, outubro/novembro, fevereiro/março). Recentemente, foram divulgadas no site as contas atrasadas deste ano. As de outubro/novembro de 2008 (período que inclui a Peruada) ainda não foram publicadas.
Requer também este Ofício a divulgação das relações de contratos de professores e para o funcionamento do Centro de Idiomas XI de Agosto, os quais continuam um mistério aos alunos, quanto às implicações financeiras e responsabilidade do C.A. nessa atividade.
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Atividades da Gestão

Voz Aberta:
a iniciativa da atual Diretoria restou infrutífera. Com uma única resposta, insatisfatória às perguntas realizadas, na segunda quinzena de abril, o projeto caiu num abandono e mais distanciou a comunicação da entidade com os alunos que a aproximou.

Roda Viva: parabenizamos a Gestão por um projeto até o momento bem sucedido, em especial à edição do convidado Marcelo Tas. Um evento que movimentou a Faculdade e fomentou um debate em torno da temática política de um modo muito interessante.

Reforma do Porão: aqui criticamos a total falta de interesse da Diretoria em informar os alunos e divulgar um projeto que, não há que se negar, altera o cotidiano franciscano. Com uma gritante incoerência política, passou-se por cima da opinião dos alunos e iniciou-se o projeto na primeira semana de férias sem a mínima comunicação. Uma postura reiterada da atual Gestão que distancia nosso C.A. daqueles a que diz respeito: os próprios franciscanos.
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A negligência com o OP

O tratamento dado ao Orçamento Participativo XI de Agosto mostra, novamente, uma falta de compromisso da Gestão com suas responsabilidades. A começar, deixou-se que um atraso de meses em todos os prazos dispostos no PPA (o Edital de Convocação, por exemplo, deveria ter sido lançado até a primeira quinzena de abril) comprometesse todo o seu andamento, não permitindo tempo suficiente para a adequada elaboração e execução de projetos de alunos. Igualmente contribui para tanto a mínima divulgação dada ao OP, em comparação a outras atividades da Gestão (como a Revista Acadêmica, por exemplo). Falhou a atual Diretoria, mais uma vez, em não publicar Regimento Anual, que foi discutido em Reunião Aberta porém nunca foi apresentado, lançando diretamente o Edital de Convocação.
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Nossas atividades

O Grupo Paradigma desenvolveu uma série de atividades neste primeiro semestre. Destacamos:

O evento “Acesso à Justiça”, realizado em 29 de abril, contou com a presença do Prof. Pierpaolo Botini (DPM e ex-Secretário da Reforma do Judiciário-MJ), da Prof. Ana Elisa Bechara (DPM e ex-Defensora Pública), e do Dr. Janio Marinho (Defensoria Pública da União). No evento pôde-se discutir diversas questões relativas ao tema, seus empecilhos e o que poderia ser feito para aprimorar o acesso à Justiça. Mais que essencial, acreditamos que é um importante tema para cada vez mais reforçar os ideais de Justiça e Democracia.

Realizamos, também, a Festa Azul, em 14 de maio, com o objetivo de aprimorar a nossa capacidade de desenvolver eventos desse tipo. Honrando nosso compromisso com a transparência, prestamos contas da Festa, publicadas no blog, já na semana seguinte à sua realização.
Não deixe de acompanhar nossas atividades!
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GRUPO PARADIGMA

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cartaz - Agora que já rimos do Brasil...

Agora que já rimos do Brasil...


o que vamos fazer?



O museu da corrupção, criado pelo jornal diário do comércio, e a pizzada feita pelo XI, podem parecer tentativas de movimentação política. Nada fazem, no entanto, para alterar a realidade política do país. Um museu como esse bem caberia no metrô, como instrumento de conscientização do povo. As Arcadas querem mais que isso. Esperamos atuação.

GRUPO PARADIGMA

Nota de esclarecimento: em nosso último cartaz mencionamos dentre os projetos esquecidos pela atual diretoria a 'Escola Livre de Filosofia e Política'. Tal menção faz referência à pequena importância dada pela gestão ao projeto, com a realização de apenas 2 encontros no primeiro semestre, realizados nos dias 14 de abril e 28 de maio, e sua insuficiente divulgação.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cartaz - No mês de Aniversário do XI de Agosto...

No mês de Aniversário
Do XI de Agosto...





Publicidade dos Contratos do “Centro de Idiomas XI de Agosto”.
Projeto “Adote um Aluno” para o Cursinho do XI.
JEC – compromisso de um trabalho para reverter a decisão do TJ.
Bandejão Noturno (promessa “concluída” em 2008).
Escola Livre de Filosofia e Política.
Equipe Independente de Reportagem.
Audiências Públicas XI de Agosto.
Reuniões e Publicidade do “Conselho de Entidades”.


É só uma lembrancinha, mas o que vale é a intenção.


GRUPO PARADIGMA

sábado, 8 de agosto de 2009

Ofício 35 - Requer Cota-de-Xerox

OFÍCIO Nº35/09

São Paulo, 08 de agosto de 2009.
À
Ilma
Tesoureira do Centro Acadêmico XI de Agosto,

O Grupo Paradigma requer, como grupo político organizado da Faculdade, a concessão pela Diretoria do C.A. XI de Agosto de Cota de Xerox referente ao mês de Agosto de 2009.
A fim de atender o solicitado pela Diretoria do C.A. XI de Agosto, segundo o informe eletrônico de 17 de março de 2009, faz responsável pelas cotas destinadas ao Grupo Paradigma, o aluno Luiz Henrique Reggi Pecora, Nº USP 6488711.
Atenciosamente,
Luiz Henrique Reggi Pecora
Grupo Paradigma

terça-feira, 30 de junho de 2009

Diário da Greve na Cidade Universitária - Terça-Feira, 30 de junho

Terça-feira, 30 de junho de 2009.
Assembleia Geral dos Estudantes da USP, em frente à Reitoria
> Às 19h25 teve início a Assembleia. A reunião foi marcada por hostilidades vindas de todas as partes, e direcionadas em sua maioria à mesa. Durante o desenrolar, rixas partidárias também ficaram evidentes.
> Informes:
A maior parte tratou do aviso de assembleias, reuniões e discussões que ocorreram e ocorrerão nas Unidades.
Psico: Estudantes da unidade redigiram nota de repúdio à assinatura de professores por apoio às medidas adotadas pela reitora Suely Vilela. Foi dito que a unidade vê de forma negativa a recusa de negociação com a Reitoria estando a PM presente, manifestando enxergar na negociação boa oportunidade de obter vitórias e repudiar uma atitude radical de negá-la pela condição posta pela Reitoria.
Artes Cênicas: de acordo com posicionamento tirado em Assembleia Geral da Unidade, continuará em Greve durante as Férias.
Terapia Ocupacional: realizou leitura de texto, em que trouxe a problematização dos inconvenientes desconstrutivos e desmobilizadores de Assembleias reinadas por disputismos políticos por parte de grupos organizados.
FAU: de acordo com posicionamento tirado em Assembleia Geral, cessará a Greve. A representante fez o aviso, ressaltando que isso ocorreu graças à presença de diversos alunos da "direita" que estavam no edifício para entrega de trabalhos finais de semestre, que então se organizaram para participar da votação e vetar a continuação da greve. O funcionário Anibal esclareceu os motivos do fim da greve dos funcionários: diversas questões foram negociadas numa reunião não contínua e,em quase todas as etapas, houveram avanços significativos (entre os exemplos dados: reajuste salarial, obtenção de auxílio-educação exclusivo para pais de deficientes, aumento do auxílio-refeição). Satisfeitos com os avanços, os funcionários, em Assembleia, votaram massissamente a favor do fim da Greve (os números passados foram: 8 abstenções, 8 a favor da manutenção da greve, e os demais a favor do fim desta).
> Falas:
Após votação sobre a forma de seleção do número expressivo de inscritos nas falas, deu-se início a esta parte da reunião. Os argumentos foram muito parecidos, defensores do fim da greve diziam que foram obtidas vitórias significativas, que as férias desmobilizariam os estudantes, e que sua continuação desmoralizaria o movimento estudantil; aqueles contra o fim da greve defendiam que ainda não houveram quaisquer vitórias, que o que desmoralizaria o movimento seria finalizar a greve após a saída dos professores e funcionários. Alguns contrários à manutenção da greve defenderam ser mais inteligente suspendê-la durante as férias, para que não esvazie, para voltar com força total em Agosto, consideração rebatida com o argumento de que existem poucas pessoas com condição de manter o movimento em Julho para reforçá-lo em Agosto. Houveram apelos para que se mantivesse a unidade do movimento independente de rivalidades internas.Membros do DCE se posicionavam pelo fim da greve, enquanto grupos de alunos radicais ridicularizavam e desmoralizavam apoiadores do fim da greve.
Professores: um representante da ADUSP interferiu, informando que os professores consideram que houveram ganhos com a greve, que a luta contra a UNIVESP deve ser mantida independente e que os professores votaram pela suspensão da greve.
Destaques:
"A luta não tem férias!"
"Há um boicote ao movimento. Esta greve é um fracasso!"
"Quem não ajuda, não atrapalha!"
"Desde o início a greve se apoiou na confusão. Hoje temos o reflexo da atuação que desmobiliza a juventude. As pautas não mobilizam!"
>Votação:
Antes da votação,foi proposta a adição de uma condicionante a manutenção da greve segundo a qual a reinvindicação de uma estatuinte da USP deveria integrar a pauta. No entanto, por contraste, a proposta foi rejeitada.Antes da votação abriu-se para defesa, contra-defesa e réplica das propostas de manutenção da greve e de fim da greve. Os argumentos não diferiram significativamente dos já expostos nas falas.Pelas 22h00, foi realizada contagem dos votos, nos quais 147 alunos foram contra a manutenção da greve, 150 foram a favor da manutenção da greve, e 1 aluno absteve. Deixamos o espaço antes do final formal da Assembleia.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Diário da Greve na Cidade Universitária - Quinta-Feira, 25 de junho

Quinta-feira, 25 de junho de 2009

Evento: Flash Mob

> O tempo chuvoso e o clima frio influenciou na movimentação anti grevista na Cidade Universítária, por volta das 12h30 começou a organização do evento, que se dispersou por volta das 13h, impossibilitando, infelizmente, nossa presença.

> Havia alguns poucos cartazes de "volta bandeijão", "fora circular" e "Fora Brandão". Os manifestantes se dirigiram ao IPT ("praça do cavalo"), contrariando o que seria comum, para evitar confrontos com grevistas.

> Diretores de algumas Unidades enviaram comunicados aos seus alunos incentivando a NÃO participação no evento devido aos recentes conflitos com relatos de violência no Campus. Segue o comunicado enviado aos alunos do Instituto de Relações Internacionais;


"Caros alunos e alunas:

Desde de maio, quando a Reitoria foi invadida por grevistas, a violência instalou-se em nossa universidade. Na semana passada, estudantes foram agredidos por estudantes, algo incompatível com os valores universitários. Nesta semana, tudo parece indicar que a violência arrefeceu. É importante que assim continue e que possamos terminar o semestre letivo em paz.Por esta razão, tomo a liberdade de recomendar aos estudantes do IRI que se abstenham de participar de manifestações públicas no campus -- contrárias ou favoráveis à greve-- de forma a evitar novos confrontos que nos envergonham e mancham a imagem pública da USP.Conto com a colaboração de todos e agradeço por antecipação os esforços de cada um para evitar que a violência prevaleça sobre o discussão serena, racional e respeitosa das divergências de opinião.

Cordialmente,

Maria Hermínia Tavares de Almeida"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Dossiê UNIVESP

Dossiê UNIVESP
Buscando trazer informações, de maneira sucinta e qualificada, acerca do projeto UNIVESP (o que é, quais são suas origens e objetivos, como será implementado, bem como críticas a seu respeito), o Grupo Paradigma desenvolveu, através de pesquisas (buscando principalmente acesso a dados e informações oficiais), o seguinte texto. Procuramos o projeto oficial da UNIVESP, mas não foi obtido acesso a ele.
Desde a universalização do ensino básico e médio, o sistema educacional brasileiro lida com uma demanda cada vez maior em termos de vagas e qualidade do serviço prestado, um quadro cuja complexidade finca raízes na escassez de recursos destinados à educação e que é agravado pelo quesito formação profissional dos docentes. Revela o Censo de 2005 que, no Estado de São Paulo, de um total de 66.453 professores do ensino infantil, 36% deles, ou 24.175, não possuíam ensino superior. Já na rede fundamental, 27,2% (34,4 mil) estavam na mesma situação, em um universo de 126.650 docentes. Há, pois, uma flagrante carência de professores de ciências e de Língua Portuguesa, carência esta relacionada com a própria insuficiência de vagas para a formação de tais profissionais e com o limitado alcance físico das instituições de ensino superior.

Tendo em vista este cenário, a Secretaria de Ensino Superior estadual concebeu o Programa de Expansão de Vagas no Ensino Superior, batizado de UNIVESP, ou Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Trata-se de um “consórcio acadêmico-tecnológico” que tem como objetivo articular as já instituídas bases das estaduais paulistas com os novos meios de informação e comunicação, utilizando-se de mídias como a televisão e a internet para tentar expandir o ensino superior e promover a formação dos professores sem diploma. A iniciativa pauta-se no sucesso das universidades virtuais européias e norte-americanas, como a Open University, a Universidade de Phoenix e a de Hagen, na Alemanha. Busca, também, consonância com o Plano Nacional de Educação, instituído pela Lei federal nº 10.172, de 2001, e reiterado defensor da importância do ensino à distância diante da realidade brasileira. Estabelece o plano que “É preciso ampliar o conceito de educação a distância para poder incorporar todas as possibilidades que as tecnologias de comunicação possam propiciar a todos os níveis e modalidades de educação”, que “A televisão, o vídeo, o rádio e o computador constituem importantes instrumentos pedagógicos auxiliares” e, finalmente, que “os programas educativos podem desempenhar um papel inestimável no desenvolvimento cultural da população em geral”.

O Programa prevê a criação, em conjunto com a Fundação Padre Anchieta, da UNIVESP TV, canal aberto 24 horas que, nos moldes da TV Escola, alcançará tanto os alunos como aqueles que não estiverem formalmente matriculados na instituição. Serão utilizados os chamados "ambientes virtuais de aprendizagem", que tentam emular o espaço pedagógico da sala de aula e são um meio para a disponibilização de materiais educacionais. Haverá também fóruns virtuais, chats entre os alunos, aulas práticas realizadas em pólos ou unidades móveis e teleconferências com os docentes, totalizando uma carga horária que será idêntica à do curso presencial. As avaliações e as aulas de laboratório serão presenciais, sendo realizadas em pólos de apoio instalados nas universidades estaduais participantes, onde ocorrerá também parte do acompanhamento de estudos dos discentes. Ressalta-se que não haverá diferença entre o diploma de um curso presencial e o de um a distância.

A implementação ocorrerá em três diferentes módulos, tendo o primeiro como foco a formação de professores já em exercício nas redes pública e privada de São Paulo. Nele somente serão oferecidos os cursos de Licenciatura em Pedagogia e de Licenciatura em Ciências. O segundo módulo amplia tal oferta, abrangendo Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Portuguesa, enquanto que o terceiro criará cursos de capacitação, extensão e especialização para os docentes que já possuírem um diploma de ensino superior. O governo pretende expandir a UNIVESP para o sistema de gestão de ensino, oferecendo, futuramente, cursos de mestrado e doutorado.

A UNIVESP tem sido alvo de fortes críticas por parte, principalmente, dos alunos e dos professores vinculados às universidades que prestarão a base institucional ao Programa. Defendem aqueles que os cursos à distância serão deficientes, trarão uma queda na qualidade de ensino superior por elas oferecido e privarão os alunos matriculados do convívio e da experiência que apenas um curso presencial é capaz de trazer. Os docentes possuem preocupações similares, exigindo “discussão ampla e democrática” a respeito dos seguintes pontos:


1) A indistinção entre ensino à distância e mera utilização de técnicas de informação e comunicação nas atividades didáticas;
2) a confusão entre conhecimento e acúmulo de informações;
3) a imisção entre formação e treinamento;
4) a ausência de acervo bem fundamentado sobre metodologias e técnicas de ensino à distância para efetiva formação crítica e autônoma, se é que isto é possível;
5) a adoção do ensino à distância – como política pública – de modo tão indiscriminado; e
6) a dicotomia entre ensino e pesquisa, em especial na educação superior. (ADUNESP, 2008).


Em nota oficial, a ADUSP – Associação dos Docentes da USP – expressou preocupação em relação a uma possível sobrecarga dos professores vinculados à UNIVESP, já que esta não prevê, inicialmente, novas contratações, e “opera com a idéia de ociosidade na jornada de trabalho docente” (ADUSP, 2008). A ADUNESP vai mais longe, ao criticar o Ante-Projeto de criação da Universidade Virtual por não tornar explícito o argumento “do ‘custo-benefício’ ou, dito de outra forma, do barateamento dos custos” relativos à formação de seus alunos, que, de acordo com a Associação, permeia todo o texto.
Bibliografia:
http://www.adusp/. org.br/noticias/ Informativo/ 272/inf27205. html (Informativo ADUSP - Associação dos Docentes da USP)
www.adunesp.org.br/colegiados/ 2008/Univesp.pdf ("A proposta da UNIVESP: Uma leitura Crítica") - ADUNESP - Associação dos Docentes da UNESP
http://www.unesp/. br/int_noticia_ 2imgs.php? artigo=2837 (matéria no Portal Unesp)
http://www.ensinosu/ perior.sp. gov.br/portal. php/univesp (Texto oficial da Secretaria de Ensino Superior de SP)
http://www.ensinosu/ perior.sp. gov.br/sis/ lenoticia. php?id=571 "UNIVESP: modelo amplia o acesso ao Ensino Superior" (texto de Fernanda Galgaro, da Folha de São Paulo, publicado em 03/10/2008) "
GRUPO PARADIGMA

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Diário da Greve - Quinta-feira, 18 de junho

Quinta-feira, 18 de junho.
Observações:

> Pela manhã, confirmou-se o boato da noite anterior de que se fecharia a Faculdade de Direito, feito sem qualquer aviso a não ser uma carta não assinada fixada em sua porta, com a justificativa de proteção do patrimônio público. Alunos, professores e demais pessoas, que chegavam para a realização de provas ou outras atividades, se concentraram no Largo São Francisco, em sua maioria indignados com tal medida. Ao passar do tempo, foi-se dispersando a concentração, sobrando poucos alunos e funcionários. A Diretoria do Centro Acadêmico não se mostrou presente em nenhum momento ao longo do dia a não ser por um aviso tardio em Informe Eletrônico, com a exceção de eventualmente circular pelo Largo sem se manifestar publicamente.

> Antes do ínicio da passeata passamos no Largo, havia poucos alunos presentes e duas viaturas com 2 policiais militares em cada estacionados nas proximidades. Por volta das 12h15min o número de policiais aumentou para 15 ou 20 reunidos e que passaram a discutir a logística de ação.
> 14h - Nos reunimos ao restante da passeata ainda em frente ao MASP, encontramos os participantes carregando flores, faixas e cartazes com os dizeres "Rodas=Ditadura", "Queremos diálogo", "Diretas para Reitor" e "Fora PM do mundo". Alguns manifestantes estavam fantasiados de monitores de computador em referência ao projeto da UNIVESP. A manifestação contou com a presença do Maracatu da FAU. > Durante todo o trajeto foram panfletados textos da UNE, Fórum das Seis, movimentos sociais e partidos políticos > 14h25min - A passeata se encontrava na esquina da Av. Paulista com a a Av. Brigadeiro Luís Antônio quando 2 garrafas de cerveja foram jogadas da janela de um dos prédios, uma delas atingiu uma manifestante, que foi levada a um hospital, a outra, felizmente, não acertou ninguém. > 15h15 - Chegada ao Largo. Inicia-se uma série de discursos no carro de som, que seguiriam por mais de 2h. Dentre os que discursaram estavam o Professor Fábio Comparato, o Deputado Carlos Gianazzi, o Deputado Ivan Valente e o sindicalista Claudionor Brandão.
> 15h45min - Ocorre breve discussão entre manifestantes e equipe de reportagem da Rede Globo.

> 18h30 Finalizados os discursos, alguns ônibus com a identificação 'sintusp' levaram os manifestantes para a cidade universitária. Alguns manifestantes colocaram fogo num cavalete, atitude que dificultou o fluxo do trânsito (o fogo estava próximo aos carros e o movimento de carros era intenso no Largo São Francisco, dado o horário). Alguns homens da Força Tática surgiram, afastando o fogo e liberando a passagem dos carros, resultando em alguma tensão entre os presentes, porém, sem que houvessem maiores consequências. Houve uma discussão entre os manifestantes, resultado da reprovação de alguns à continudade do tipo de atitude que aquele pequeno grupo vinha tomando.

> Além da citada acima, não foi observado nenhuma conduta desrespeitosa por parte dos manifestantes ou da polícia militar.
> 19 horas: Debate no auditório da Geografia na Cidade Universitária. Os professores convidados foram Luiz Renato Martins (ECA), Pablo Ortellado (FFLCH Filosofia) e Paulo Arantes (FFLCH Filosofia). O auditório encontrava-se cheio, porém não lotado. Os temas de maior recorrência na fala dos três debatedores eram relativos ao Poder da reitoria, principalmente no que tange à escolha do conselho universitário e a desmistificaçã o irreversível do espaço da USP após ação da PM – Universidade tornou-se espaço comum para aplicação da lei e ordem. Vale ressaltar posição de Paulo Arantes acerca desse último tema que levou à pauta o conceito de Estado Oligárquico de Direito. Nesse âmbito estaríamos na dualidade em que por um lado somos regidos pelo sistema Social e Penal e por outro o Ord. Jurídico (Mano dura do Estado).O Professor Luiz Renato Martins focou sua exposição na importância do Sintusp como agente político. Chegou a atribuir o mérito da ocupação da Reitoria de 2007 ao Sintusp, afirmando que os estudantes o fizeram num impulso, sendo o Sintusp quem teria organizado e mantido a ocupação, assim como quem teria encontrado o melhor desfecho quando já não havia mais condições políticas de sua manutenção. Os debatedores terminaram suas falas em torno das 21:30. Logo após, alguns estudantes se manifestaram quando se abriu espaço às perguntas. O que se viu, no entanto, foi a utilização desse momento para exposição de ideias próprias. Uma estudante contestou a posição do Professor Luiz Renato, afirmando que em alguns momentos o Sintusp passou por cima da organização estudantil. Retiramo-nos nesse contexto em torno das 22:15 com a plateia já bem esvaziada.

 

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